
Um cotidiano denso,
mudei minha cara, a barba ao menos.
Algumas dores a mais, no corpo e na mente.
Sinto saudade de tanta gente.
O tempo passa e tem sentimento que continua o mesmo.
E o violão, agora, é só de aço.
E agora?
Postado por Leandro Neres às 01:34 14 comentários
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Despedida
Saio do Bilhetes de um lado com a impressão de não ter participado tanto quanto gostaria, mas também fica a certeza absoluta de que ele foi um dos projetos mais interessantes e importantes da minha vida. Um divisor de águas.
Uma vez Jhoy e eu conversamos sobre trocar bilhetes, não virtuais, mas reais. Fica aí a idéia. Do Adriano até já recebi correspondências, quem sabe não seria uma outra forma de materializar essa irmandade virtual?
Na partida, quero deixar especialmente três agradecimentos:
Ao Neres, que você virou amigo-irmão. Eu espero que em breve a gente se conheça pessoalmente.
A Letícia, que mudou minha maneira de ver-pensar-fazer poesia. Te desejo todo o sucesso merecido.
Ao Adriano Carôso, poeta de car-e-osso, sangue-e-chao, pela amizade.
A todos os parceiros-amigos do Bilhetes um abraço. Vou mais levo vocês comigo.
Inté.
Postado por Éverton Vidal Azevedo às 12:33 15 comentários
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Pulsante

Pulsando o amor pulsador.
A dor pulsando pulso cortado.
Cortado coração pulsa costurado.
Acordam os olhos enxutos inchados.
A cor dá vermelho gritante.
Vermelha lágrima bate pulsante.
Rima de amor entoa delirante.
Canta poetisa esperança radiante.
Moça graciosa destila inglória.
Diário registra ingrata memória.
Menino ingrato pulsa indiferença.
Menina graciosa pulsa presença.
Boca pulsa semiaberta erótica.
Perfume pulsa realidade exótica.
O beijo molha a felicidade.
Tenro amor tenra a vitalidade.
Pulsam dois corpos na cidade.
Amor se consome em brevidade.
Amor te promete caridade.
Jovens promessas sua vidade.
Pulsando o amor pulsa a dor.
Jovem nasce em dor esplendor.
Criança pulsa vida-temor.
Mamãe tem o gesto acolhedor.
Pulsam os planetas,
Pulsa o cosmos.
Calendário pulsante,
Pulsa sonho delirante.
Postado por Eduardo Zechini da Silva às 11:57 6 comentários
Subjeto
Postado por Éverton Vidal Azevedo às 13:00 5 comentários
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sms
Num sonho raso e verde que percorreu minha tarde deixando em minha boca o gosto amargo da vida de ti distante?
Diga que sim pois prefiro acreditar na sua cura do que em remédios e bulas, faces médicas e carrancudas.
O sono contigo me conta verdades e me desenha carneiros azuis. Já não sei o que é estar doente. Tenho cura. Acordei com sua voz nítida narrando palavras calmas e certas. Me sinto feliz.
Postado por Sonhadora às 19:04 9 comentários

