"Não há formas, mas a Forma equilibrada e sutil; a sombra única em mil gamas de luz se deforma." Sérgio Buarque de Holanda

O SUSTO

O susto é o prenúncio do medo
O medo que está por vir
Ou aquele que já veio?
Do veio porvir
Porventura
A cura do medo
Segredo sem farol
Labareda no teu seio
Alimento na ponta do anzol
Assombração entre o arvoredo

Medo, medo, medo
Segredo, segredo, segredo
Arvoredo, arvoredo, arvoredo
Ventura, ventura, ventura
A cura, a cura, a cura
Pura, pura, pura

Assombração entre o arvoredo
Alimento na ponta do anzol
Labareda no teu seio
Segredo sem farol
A cura do medo
Porventura
Do veio porvir
Ou aquele que já veio?
O medo que está por vir
O susto é o prenúncio do medo

2 Comments:

Éverton Vidal said...

Adriano,
O susto é o prenúncio do medo. De cima pra baixo e de baixo pra cima.
E o poema tem uma forma muito legal também. Gostei do experimentalismo.

Abraço!

Leandro Neres said...

Interessante o poema, assim como a imagem, gostei da criatividade tbm!
Abraço!

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