Fração dos meus averes prediletos
O meu pé de caju detrás de um muro
Safra em safra me dá frutos seletos
Mas deles ele logo fica puro
Além do passaredo e dos insetos
Mazelas naturais que lhe não curo
Com pedradas garotos irriquietos
Lá não deixam para mim caju maduro
Não me zango, porque não me exaspera
A garotada lesta divertida
A derribar cajus....
E até quisera ser eu
Um pé de caju da mesma classe
Para que produzindo nesta vida
Desse fruto a quem pedra me jogasse.
Poema do meu avô José Ribeiro de Almeida.
MEU PÉ DE CAJU
Postado por Adriano Caroso às 18:41
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1 Comment:
Belíssimo e sensível!
:)
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